| Associação Académica de Coimbra

Caras e caros colegas,

Os estudantes da Universidade de Coimbra aprovaram, ontem, no órgão máximo de decisão da Associação Académica de Coimbra (AAC) – a Assembleia Magna – os seguintes pontos:

– A não comparência da AAC nos Encontros Nacionais de Académicas e nos Encontros Nacionais de Direções Associativas;
– A organização de um roteiro por Coimbra e pelo País, com o intuito de reunir com diversas entidades ligadas ao ES e à Juventude nas primeiras duas semanas do mês de junho. Estas reuniões terão como principais objetivos a auscultação das mesmas e a apresentação de propostas sobre as matérias da Educação, para que a AAC possa procurar apoio para as suas propostas na campanha para as eleições legislativas e para os próximos anos de governação do País;
– A apresentação de um livro com as reivindicações da AAC na área do ESna terceira semana do mês de junho;
– Agendar reuniões com todas as estruturas candidatas ao Governo de Portugal durante o período de campanha no edifício da AAC, seguidas de uma visita pela Universidade de Coimbra, a partir do mês de junho até ao mês de setembro. A AAC pretende apontar as fragilidades do ES, apresentar propostas e efetivar compromissos de implementação de determinadas medidas na próxima legislatura.
Perante estas decisões, a AAC considera premente traçar um caminho cuja ação seja fundamental na marcação de posições e na exposição de propostas por um Ensino Superior (ES) mais justo, igualitário e de qualidade. A AAC nunca se demitirá das suas funções de representar os estudantes de Coimbra, contribuindo para a resolução dos problemas e denunciando as dificuldades existentes. Por isso mesmo não se afastará dos centros de decisão das instituições governamentais, garantindo esta representatividade, quer exista ou não exista no movimento uma reforma na sua forma de agir.

A AAC já conta com 127 anos e sempre soube estar do lado daqueles que tem o dever de representar: os estudantes. Foi assim em 1969 na crise académica, foi assim na década de 90 na luta contra as propinas, foi assim em 2004 na invasão do Senado e foi assim em 2010, no decreto-lei 70/2010.

Hoje, nada é diferente. Vivemos num País onde continua a existir abandono escolar, onde existe falta de meios para todos no acesso à prometida igualdade de oportunidades, onde continua a não existir esperança e um rumo para o futuro dos Jovens e do ES.

A AAC apenas poderá garantir o seguinte: está completamente comprometida e focada em lutar pelos interesses estudantis. O período que se avizinha é de extrema importância para a mudança das políticas públicas para o Ensino. E é nisso que trabalhará com todo o empenho e dedicação, sozinha ou acompanhada.

Disso, que ninguém tenha dúvidas.

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