| Associação Académica de Coimbra

A Associação Académica de Coimbra, assumindo a responsabilidade histórica de ser um dos principais catalisadores do debate político em Portugal, criou, logo no início do mês de fevereiro, uma plataforma de discussão sobre temas basilares tendo em vista as eleições legislativas do próximo dia 4 de outubro.
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“Educação: Uma Visão de Futuro” foi, primeiramente, o mote para um conjunto de conferências, dando depois lugar a um debate interno com os Núcleos de Estudantes, no Fórum AAC’2015, que resultou num livro com quase 200 propostas para a reforma do Ensino Superior. Por último, deu nome a um Roteiro de apresentação dessas mesmas propostas, onde foram várias as entidades com as quais a AAC reuniu. Entre essas entidades estiveram vários partidos políticos que visitaram Coimbra no âmbito das eleições legislativas, tais como o Bloco de Esquerda, o Livre/Tempo de Avançar e o Partido Socialista, que se fizeram representar nas reuniões com a AAC pelos seus líderes, Catarina Martins, Rui Tavares e António Costa, respetivamente. Mas também o Partido Comunista Português e o Partido Social Democrata ouviram as propostas da AAC através dos seus cabeças-de-lista pelo distrito de Coimbra.

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Agora, com o aproximar do dia das eleições, o Roteiro da AAC chega também ao fim. Bruno Matias, Presidente da Direção-Geral, faz um balanço muito positivo do trabalho político realizado nos últimos nove meses. “Estou convicto que o objetivo principal deste percurso foi cumprido: trazer o Ensino Superior para a agenda destas eleições legislativas”, afirmou, avançando que independentemente de quem vença as eleições no domingo terá a porta da AAC aberta para o diálogo, acreditando que “o importante é que exista uma mudança na atitude, na vontade, no discurso e nas políticas no que concerne ao Ensino Superior”. Para isso diz ser “importante que trabalho político realizado pela AAC nos últimos nove meses, que é de grande qualidade, fruto de muito estudo, debate e ponderação, não seja ignorado na próxima legislatura, como garantiram todos os partidos com os quais reunimos”.

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Mais concretamente sobre o livro onde a AAC agrupou as suas propostas para reformar o Ensino Superior, que não só indica as deficiências, como também as soluções, José Dias, Vice-Presidente para a Área Política e responsável pela redação da obra, afirma que estas são “propostas reais, exequíveis e refletidas, que oferecem aos agentes políticos uma visão, uma estratégia e um rumo para a Educação, para os jovens e para o futuro da sociedade portuguesa”.

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Bruno Matias acredita que a Associação que lidera há um ano e meio sempre teve uma postura dialogante e cooperativa na construção de um Ensino Superior mais justo e de qualidade e que assim continuará, apesar de lembrar a saída do movimento associativo nacional, que decorreu a meio deste percurso, recordando que a AAC tem um passado histórico que irá sempre honrar ao continuar a defender de uma forma intransigente os mais de 20.000 Estudantes da Universidade de Coimbra, não aceitando nunca que a liberdade e autonomia da Académica seja alguma vez colocada em causa por algum movimento ou outra instituição. “Foi embalado nesse passado que, de mãos e pés atados, protestamos no Dia do Estudante, pedindo mais financiamento para o Ensino Superior e para a ação social escolar”, relembrando que ainda hoje está escrito na alínea f) do artigo 3º dos Estatutos da AAC que esta deve “orientar a sua ação com vista à concretização de um ensino público, democrático, de qualidade e gratuito”.

 

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